O primeiro contato com literatura erótica a gente nunca esquece -v-

Titulo polêmico, não? Desculpa a ousadia, mas é uma verdade sobre nós! Estava conversando com uma amiga ontem sobre o quanto a gente evolui com o tempo em muitas coisas, mas principalmente na maturidade em ver o erotismo. Por exemplo, quando eu era mais nova eu não conseguia escrever hentai, não conseguia conversar sobre certos assuntos e morria de vergonha de falar sobre isso. Hoje, apesar de eu ser ainda tímida, já encaro uma cena de sexo mais tranquilamente e até acho engraçado o modo super exagerado que isso é mostrado as vezes (claro que isso é um exemplo focado em mim e tem variações). A questão veio quando tocamos na pergunta “quando você leu algo erótico pela primeira vez?” e foi inacreditável como nós sabíamos na ponta da língua a resposta.

Isso não faz de nós ninfomaníacas por sexo e blábláblá, acontece que somos seres humanos e temos curiosidade sobre o que é desconhecido (não importa o que seja), então é um marco muito grande para nossas vidas e algo necessário para o nosso amadurecimento. Fiquei remoendo meus cadernos antigos para achar os dois poemas que me introduziram o erotismo e quando achei tirei fotinhas para compartilhar aqui! Fiquei tão feliz de saber que ainda os tenho guardados… Foi no primeiro ano do ensino médio, não sei se foi cedo demais ou ousado demais, só sei que foi importante para construir um amadurecimento muito forte, além de entender mais claramente o que está explicito e implícito em muitos livros, fotos etc. Isso reflete muito nas minhas fanfics hoje em dia, ao qual me sinto mais a vontade em escrever sobre de um modo mais poético, brincar com as palavras.

Os dois poemasWhatsApp Image 2017-03-09 at 17.10.56 são do Carlos Drummond de Andrade.

O primeiro em si se chama A Língua Lambe:

A língua lambe

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.

E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

O segundo se chama Para O Sexo A Expirar:

WhatsApp Image 2017-03-09 at 17.11.18Para o Sexo a Expirar

Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor – o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.

Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.

Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.

Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.

Depois disso eu fiquei mais madura para todo tipo de literatura, comecei a perceber que todo tipo de literatura é válida, não importa se for literatura adulta ou infantil, se você gosta tá valendo! Enfim, só queria compartilhar algo que me marcou muito e passei a recordar um dia desses…

Um texto de despedida (via Facebook)

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Um fato sobre mim é que eu nunca sei lidar com despedidas. Isso aconteceu muitas vezes quando eu era criança e é um ciclo da vida que vai se repetir sempre e sempre, seja com um familiar ou com qualquer outro ser vivo da face da terra. Como dizem por aí, a única certeza que se pode ter da vida é a morte, pois bem.
A treze anos e um mês eu tinha o melhor amigo do ser humano ao meu lado. Tito era um pequinês cor de caramelo tão dócil quanto arteiro. Um cãopanheiro leal tanto nas horas da bagunça quanto nas horas de alegrias. Por mais que a situação estivesse difícil, eu sabia que ele me alegraria não importa o que fosse. Era engraçado vê-lo com ciumes dos meus amigos, mais ainda vê-lo brincar comigo logo em seguida, como se dissesse “você me trocou por eles, mas eu te perdoo”! Era o quarto morador aqui de casa, mas que ontem a noite descansou e foi morar agora lá com papai do céu no céu dos cachorrinhos (não me venha dizer que isso “não existe”, todo ser vivo é um ser vivo e merece respeito e carinho, é uma crença em que eu acredito fielmente).
A dor é difícil e não vai passar tão cedo, assim como não passou quando meus avôs foram embora e todas as perdas que já enfrentei ao longo da vida. É conviver com a saudade e com as boas lembranças, afinal aqueles que amamos nunca nos deixam de verdade, sempre vão estar em nossos corações.
Me desculpem o texto pessoal, particularmente não curto escrever coisas pessoais por aqui. Contudo, precisava de um lugar para escrever o que o coração não aguentava esconder. Continuo sendo uma pessoa que não sabe lidar com perdas, entretanto preciso e devo sempre continuar seguindo em frente…

Isso não é uma retrospectiva, mas algo assim (:

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Oi, boa noite! Tudo bem com você? Eu sei, você espera que esse seja mais um texto sobre tudo o que aconteceu comigo esse ano, não é? Eu te garanto que até pensei sobre isso, mas já farei algo parecido no Tulipa, então vamos variar um pouquinho! Hahaha

Não sei definir as coisas em palavras, fico na dúvida sempre, mas se fosse para decidir de fato eu acho que 2016 para mim foi sinônimo de Mudanças. Sério, o que eu sei da vida para dizer sobre mudanças? Nunca passei dificuldades reais na vida se formos equiparar com tantas outras pessoas nesse mundão, mas é verdade também que ainda sou uma pessoa com muitos sentimentos guardados no peito. Bem angustiante tudo isso, porém a vida tem dessas…

Mudar nunca foi meu forte, apesar de eu viver de mudanças físicas (principalmente meu cabelinho, esse já sofreu muito nas minhas mãos). Odeio ter que mudar o que já tá pronto, já está feito e isso tudo porque tenho medo do que me espera. Sabe, passa-se mil e um questionamentos sobre o que pode vir acontecer no futuro e isso me assusta. Entretanto, como já disse aí para cima, foi um ano de muitas mudanças. Tive que aprender a lidar com o ritmo de uma dança nova e até pegar os passos… Ai ai como eu caí! Lidei com duas perdas recentes, meu avô e meu melhor amigo, foi muito difícil não ter mais com aquele ombro amigo para contar todos os dias. Foi muito mais difícil lidar que eu não havia passado para Letras e sim para Pedagogia. Foi ruim demais lidar com dois foras seguidos e perder meu antigo notebook. A dor mais recente foi ter caído no banheiro, estou toda debilitada 😦

Contudo, tudo nessa vida passa e uma dádiva do ser humano é que você passa a se adaptar com tudo depois. Não foi diferente comigo e logo já estava dominando essa dança. Não ter mais meu melhor amigo aqui me proporcionou a conhecer novas pessoas (Roberta ❤ Milena ❤ e mais uma galera da faculdade) e dar mais valor nas que estão o tempo todo ao meu lado (The Mesa sempre ressurgindo das cinzas). Meu avô pode não estar aqui comigo, mas sempre o terei em meu coração para me recordar e acolher em seu colo, além disso acabei descobrindo que Pedagogia é muito legal e passei a realmente querer ser uma professora dedicada aos meus tototinhos – fora que a vida nunca é tarde demais para ir atrás de outros cursos. Foras… Quem liga para foras? Entre estar com um cara que apenas me queria usar para uma vida solteira e de puro amor próprio, é muito melhor se amar hehehe! Meu note se aposento, mas olha só como a vida é recompensadora e ganhei um novo bem melhor e atualizado que o outro e de quebra um novo celular também (agora posso me divertir com o Snow :3). Sobre cair no banheiro: não tem nada de bom nisso, desculpa.

A entrada no kpop e também as inúmeras conquistas que venho ganho a cada dia só me faz pensar o quão devemos valorizar mais as mudanças e viver o momento. Nada acontece por acaso, o retorno pode te surpreender e essa felicidade momentânea é tão gostosa de sentir. É como se você estivesse comendo seu doce preferido e ele nunca acabasse. Sempre fui a emo incompreendida da turma, mas esse ano me permiti a usar um vestido e deixar a franja de lado. Tentar algo mais indie, mais kpop e mais cor e sabor. Foi legal dizer que nem tudo é um mar de tristeza e, apesar de sempre dar um pouco errado no começo, sou uma pessoa bem feliz e agradecida a tudo, mas em principal ao natal mais legal da minha vida. Tive que reler meu livro predileto para entender o real motivo da aprendizagem, obrigada Clarice! (Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres). Obrigada meu primo Mateus, você talvez nunca saiba sobre isso, porém você me deu o melhor presente de natal que era justamente renascer em minha família o espirito natalino! ❤

Não queria fazer uma retrospectiva, mas no fim acabou sendo. Desculpe-me. O que eu quis dizer com isso tudo é que não devemos temer as mudanças, as vezes a tempestade precisa acontecer para que se possa observar um belo arco-íris depois… Para 2017 eu não espero nada além de saúde e prosperidade, que seja um ano muito abençoado de coisas boas. Que possamos todos lidar com as mudanças e sempre nos reerguermos de todas as dificuldades que a vida nos impões de vez em sempre.

Obrigada por ler, meu caro leitor. Nos vemos muito em breve, eu espero! 😀

Divulgação: fanfic “Eu confio em nós” de “A viagem de Chihiro”

Yoo, já faz um tempinho que estou para falar disso aqui no blog, mas não estava dando tempo e também não estava sabendo como escrever uma divulgação que não fosse “preciso de leitores”, pois não é isso que eu quero passar. Enfim auhsuahs

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Alguém aqui se lembra do filme “A Viagem De Chihiro”? Pois é, ele é uma animação japonesa produzia pelos Studio Chibli em 2001 (chegando ao Brasil em 2003), ao qual conta a história de Chihiro Ogino, uma garotinha de dez anos que está se mudando de cidade com seus pais, entretanto no meio do caminho decidem pegar um atalho e acabam parando em um mundo completamente diferente do nosso! É uma animação muito bonita e que tem muito a nos ensinar como o cuidado com o meio ambiente e o quão as vezes não damos voz as crianças por nos acharmos superiores a elas. Além disso, tem uma amizade/romance da personagem com Haku, um garoto que está sempre disposto a ajudar a menina. Essa animação já ganhou, segundo nossa querida Wikipédia, trinca e cinto prêmios, dentre eles um Óscar de melhor animação em 2002 e já foi reprisada muitas e muitas vezes no canal aberto Tv Cultura aqui no Brasil (onde, por curiosidade, assisti pela primeira vez). Para muitos a obra pode ser equiparada a história de “Alice No País Das Maravilhas” de Lewis Carrol.

Bom, agora que você tem um conhecimento a mais sobre o filme, ou usou tais fatos para se recordar do mesmo, vamos ao que interessa: existe uma continuação? Não, infelizmente essa brilhante animação não possui nenhuma continuação e apesar de ainda sonhar com a mesma, é bem provável que jamais tenha. Entretanto, é quase impossível não assistir essa animação e não imaginar um mínimo que seja sobre o que pode ter acontecido depois e é exatamente por isso que eu amo fanfics!

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Ok, hoje em dia é quase impossível alguém não saber o que são fanfics, já que o termo está bem popular na minha opinião, mas em termos simples fanfic vem da palavra fanfiction ao qual se trata de uma narrativa ficcional sobre algo criado por fãs e publicadas em blogs ou sites do mesmo. No mercado temos o Spirit Fanfics, Nyah, Wattpad dentre muitos outros. Eu escrevo fanfics desde 2011, em geral romances entre a Sakura e o Sasuke, mas de uns tempos para cá confesso que ando querendo ser mais aberta e postar mais histórias que não sejam só SasuSaku, então postei um NaruHina e quem sabe não venho com umas de Amor Doce, BTS etc. Fanfics são uma delícia, pois além de você encontrar histórias paralelas do que você mais gosta, te permite criar finais alternativos sobre tudo! Eu realmente amo ser autora de fanfics e agora sim chegamos no ponto que eu queria:

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Desde que vi o filme “A Viagem de Chihiro” pela primeira vez eu imaginava uma continuação para a mesma, mas confesso que não escrevia bem na época. Mesmo depois, quando comecei a postar minhas histórias em 2011, ainda achava que não era boa o suficiente para lançar uma coisa tão mágica quanto esse filme (tanto que eu exclui esse ano muitas histórias por achar minha escrita da época muito mal feita). Esse ano, porém, apesar de ainda não ser perfeita, sei que melhorei ao menos 90% da minha escrita e é por isso que dia 19 de setembro me senti corajosa o suficiente para colocar em 3.874 palavras toda a continuação que imaginei. É uma categoria que não possui muitas histórias e nem muitos comentários, mas sinceramente eu achei o retorno melhor do que eu estava esperando e por isso estou compartilhando esse feito aqui.

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Capa  da minha fanfic, por favor não repostá-la e não retirar os créditos.

“Eu Confio Em Nós” é uma fic livre para todos os públicos e ocorre (spoiler) oito anos após a aventura  da menina no outro mundo com um dilema: ela iriá se mudar de novo e ainda não tinha se reencontrado com seu amado Haku, se agarrando a uma única lembrança do mesmo. É com muita tristeza que ela se decide se despedir dessa lembrança em troca de que Haku nunca a esqueça e é ai que toda a magia acontece! Para saber o que acontece depois você precisará ler (clique aqui)! É importante que antes de lê-la você já tenha assistido o filme, pois é uma continuação do mesmo.

~trailer do filme~

Eu fiz com muito carinho e dedicação, por isso realmente espero que gostem! Ufa, esse texto teve bastante informações né aauhsuahs. Enfim, grande beijo ❤

Porque eu quis!

Já repararam que quando nós fazemos algo ou decidimos sobre algo precisamos automaticamente de uma justificativa para isso? E sabe o que é pior? Nós também, automaticamente, exigimos uma justificativa dos outros quando eles fazem ou decidem sobre algo. Isso não é entendiante? Para mim passou a ser.

Sabe, eu sou daquelas que arruma justifica para tudo nessa vida. Parece que tudo que eu for fazer precisa de uma razão para ser válido e as vezes (lê-se muitas vezes) eu não tenho uma justifica para algo. As vezes eu só decidi e pronto! É difícil de nós, seres humanos, entendermos isso e por cobrarmos justificativas demais de momentos que não precisam acabamos perdendo o fio da meada. O que era para ter um motivo, um “porquê” não passa de uma mentira, um vazio, algo que você inventou por inventar devido a pressão do momento.

Não precisamos mais nos justificar! Somos livres SIM para fazermos nossas vontades sem nos justificarmos, sabem por quê? PORQUE PODEMOS, PORQUE QUEREMOS e não, isso não é ter uma atitude mimada e sim se libertar de uma das dezenas de ditaduras que a sociedade nos impõe o tempo todo. Então, concluo assim: quando te der vontade de fazer algo tipo desenhar algo, cortar o cabelo, escrever uma história, pintar o teto do seu quarto de azul ou usar meias de abelhinhas (você sacou a referência? kkkk), etc. e te perguntarem o motivo disso, você vai lá e fala PORQUE EU QUIS!

Lis (/-.\ )

Isso não é um yaoi u-ú

Pera, calma, não, eu não imagino e nem nada do tipo de yaoi entre Naruto e Kakashi! Claro, se você imagina eu não ligo, mas não é o caso desse colar 😉 Eu tenho ele desde que eu era uma criancinha, ganhei do meu avô uma vez, mas nunca soube que imagem colocar. Na verdade, ainda não sei 😦 Mas organizando meus cards do Naruto achei seis figurinhas coláveis daqueles álbuns que davam premio caso você juntasse todas as figuras (pois é obvio que eu não vou cortar meus cards né, tá achando o quê? Sou louca, mas não ingrata o_O). Bom, a ideia era colocar o Sasuke e a Sakura ou o Naruto e a Hinata, mas as figurinhas não pegava o rosto direito e, tirando o Kakashi e o Naruto, os outros eram muito cabeçudos (por favor, não pense bobagem seu/sua pervertido/a o////o”), então como ninguém liga, ficou os dois mesmo, hahahahaha.

Era isso, queria postar isso por motivos que eu queria mesmo :v Boa noite :3