Como virei Cristã

Oi, tudo bom?

Minha nossa, como tinha tempos que eu não dava as caras por aqui, o que é engraçado pois tenho um bilhão de coisas que aconteceram comigo desde a última vez que atualizei o blog para contar. Em uma listinha rápida, encontram-se o fato de eu ter viajado para uma tribo indígena, ter aprendido sobre como a decepção amorosa pode ser muito dolorosa, fiz novas amizades, passei pelo 5º período da faculdade, terminei uma temporada lindíssima de Sailor Moon e Kamen Rider Wizard, e, por fim, me converti no evangelho.

De longe, esse último fato é o que eu mais me orgulho e é o motivo de eu ter decidido escrever sobre. Pensei muito sobre como começar essa narrativa, se seria uma boa ideia, mas a verdade é que foi algo tão incrível para mim que eu me sinto em uma necessidade insana de contar para o mundo todo como tudo isso acontece na minha vida, as mudanças que envolveram em minha vida e o quão Deus é maravilhoso.

Tudo começou há muito tempo, quando eu era um bebê ainda e fui batizada em uma igreja católica por pura pressão da família, já que meus pais eram evangélicos na época. Porém, com o passar dos anos e por pressão familiar, meus pais decidiram se tornar católicos e eu cresci em meio a essa confusão: uma hora eramos crentes, em outra não. Tudo isso me acarretou em uma clara visão de que deveríamos servir a Deus por pura obrigação e só pela igreja (o que atualmente eu claramente entendo que estava errada). Enfim, fiz todos os cursos que a igreja católica pede (crisma, perseverança e eucaristia), mas como disse: tudo por obrigação. Não me sentia a vontade, não tinha vontade de ir nas missas aos domingos e discordava de várias coisas que ouvia, o que me deixava com menos vontade ainda de ir à igreja. O que aconteceu após isso foi bem óbvio e previsível, decidi parar de frequentar as missas, pois não tinha interesse e nem era motivada a fazer o mesmo.

Então passei anos sem ir, tinha o lema que eu poderia ter eu mesma o contato com Deus sozinha, mas claro que eu só estava me enganando. Ninguém consegue nada sozinho, acabava por decidir que “ah, agora não, depois faço isso”. Portanto, foram anos em que eu não via importância em nada, seguia uma vida que eu achava melhor o que deveria ou não fazer e também os anos em que mais me sentia sozinha e vazia. Sabe aquela sensação de que te falta algo? Era exatamente assim até meados do ano passado, quando passei o natal e o ano novo tristinha e na solidão do meu quarto pensando o quão deveria ser legal conviver com pessoas queridas. Naquele período, em choros durante a madrugada, eu orei pela primeira a vez para Deus. Eu lembro que eu chorei muito e disse “Deus, eu sei que você está me ouvindo em algum lugar… A verdade de eu não buscar a você é que tenho medo de abrir o meu coração, de seguir uma vida ao seu lado mesmo que eu me sinta só hoje”. Foi a pior noite da minha vida, eu diria hoje que a depressão talvez tivesse me batendo a porta talvez, não sei…

Algum tempo se passou, tentei buscar o lado bom das coisas mesmo quando tudo estava ruim. Mas a sensação de vazio nunca passava e um incomodo no coração não me dava sossego, eu tinha uma necessidade imensa de buscar algo, mas “buscar o quê?” pensava eu. No fim descobri que era Deus me chamando, mas vou explicar melhor: a sensação de que precisava encontrar algo não me passava. Em uma conversa com minha melhor amiga na faculdade, expliquei o que me incomodava e ela falou meio por cima a respeito de como era a sua igreja, que ela era evangélica e frequentava a Igreja Presbiteriana Independente da cidade dela. Lembro-me que fiquei muito curiosa para saber mais a respeito e assim o fiz: busquei ler algumas coisas sobre seguir uma religião evangélica, perguntei para minha mãe como era na época que ela frequentava e assistia a um canal religioso que pega aqui na parabólica de casa. Com todas essas pesquisas eu só pensava em como deveria ser legal seguir a Deus e participar ativamente de uma comunidade cristã. Foi assim que, surpreendentemente, abri meu coração em um desejo ansioso de seguir a Deus e Ele me encaminhou para o seu propósito.

Nessa busca e pesquisa, o assunto acabou chegando aos ouvidos de um colega de serviço da minha mãe que frequenta a Igreja Batista aqui da minha cidade. Comentei com ele que eu queria ir um dia para conhecer e se ele poderia me orientar. O moço ficou muito feliz que eu estava decidida a converter, mas, infelizmente ele não tinha muito tempo disponível para me guiar. Lembro-me como se fosse ontem, dele me dizendo que apesar de não ter muito tempo, iria passar meu número para sua cunhada que frequentava uma outra igreja e teria um encontro de jovens no final de semana. Um culto especial para estudantes da universidade da cidade com lanche no final. Na hora eu fiquei meio receosa, se deveria ou não ir… Fiquei em cima do muro até que de última hora decidi ir. A cunhada dele, Josi, me esperou na porta da igreja e me guiou até o culto. Meus olhos estavam arregalados, com medo, sem saber como deveria agir até que o pastor chegou e pregou sobre tudo que eu estava passando na vida, sobre deixar Deus em segundos planos, em se sentir vazia e solitária e mais muitas coisas pessoais até que ele disse “irmãos, Deus está chamando vocês essa noite, tem um propósito para cada um. Se você sentir que é o momento, estamos de portas abertas”. Nesse momento eu já chorava horrores, foi o sábado a noite mais intenso da minha vida.

Após o culto, chamei a Josi e perguntei a respeito dos outros horários de culto no domingo e como tudo funcionava ali. Eu havia compreendido: era o agora ou nunca e decidi que não teria mais medo e que me permitiria seguir uma vida com Deus a partir daquele dia. Passei a ir todos os domingos, depois me envolvi do para além dos cultos, frequentando células e ministérios. E claro, não foi algo fácil, mas não me arrependo de nada.

A igreja que frequento é a IPI (Igreja Presbiteriana Independente) da minha cidade. Faço discipulado com a Josi, a quem considero hoje uma super amigona e que me ensina muito sobre Deus. Fiz uma oração oficial de conversão no dia 22/05 e fui batizada em 08/07. Além disso, participo de células, que são encontros semanais para estudar mais sobre a Bíblia e fazer amizades. Aos poucos estou lendo mais e mais a Bíblia, conversando com o Senhor em orações e devocionais, começando a participar mais de algumas obras (deixando claro que seguir uma religião ou fazer boas obras não te salva, o que salva é você crer em Jesus como seu salvador e libertador do pecado, portando, sou salva não porque sigo uma igreja, mas sim porque creio e sigo o evangelho).

Eu vou ser sincera, a mudança de vida, de conversão do mundo não é algo fácil. Somos tentados a desistir de tudo o tempo todo e aquela história de que “após se converter sua vida fica mais fácil” é tudo mentira, pois é uma luta diária (ou como diz meu pastor: é uma conversão diária). Mas também é um peso a menos dos ombros, sabe?! É você saber que Jesus está contigo, está te ouvindo e querendo ser ouvido, que está agindo em sua vida e que você é mais que serva do Senhor, é uma amiga/o. As pessoas tendem a dizer que “ah, viro crente e fico chata”, como se eu fosse esbanjar ódio e chatice para todo lado, como se eu não pudesse mais “ter uma vida”, quando na realidade é justamente agora que estou aprendo a viver. Eu não tenho ódio, pelo contrário, acredito naquilo que Cristo ensinou: amar ao próximo como ama a si mesmo. É nisso que mais confio: no amor de Deus e o quão eu posso amar por causa dEle. E sim, acreditem, evangélicos também assistem animes/séries/doramas, pintam os cabelos e vão a festas!!!! A diferença é que para se divertir não é preciso fazer coisas erradas.

Deus me libertou do pecado (e me liberta todo dia, pois pecar a gente nunca deixamos de fazer, infelizmente) e tem realizado grandes coisas em minha vida. Eu me sinto muito feliz mesmo por ter decidido a me render a esse propósito e seguir uma vida mais leve e feliz com Ele. Não tenho palavras para descrever a emoção que é contar tudo isso, de relembrar o quão cresci desde que tudo começou e ser eternamente grata pelo Senhor não ter desistido de mim e nem de você, que está lendo.

É por isso que decidi compartilhar minha história, para que caso alguém que encontre meu blog e esteja se sentindo só e triste (assim como eu estava no passado) saiba que Deus tem grandes obras em sua vida e que o amor dele é enorme. Há uma passagem na Bíblia (Lucas 15.1-10) que diz que quando alguém se converte há festa no céu, que Deus é como um pastor de ovelhas que deixa suas 99 ovelhas só para encontrar aquela perdida que volta para o seu rebanho, então nunca se esqueça disso: Ele nunca desiste de você.

Estar em uma igreja onde te aceitam como você é e que você se sente amado e possibilitado de amar é maravilhoso, pois você convivem em relacionamentos de amor com outras pessoas que tem muito a te ensinar sobre Deus e é onde você se sente mais e mais próximo dEle. Deus é um só. Então, se você se sente assim nesse momento: abra seu coração agora mesmo e deixe o Pai te tirar esse peso das costas, te tirar todo esse medo e tensão, deixa Ele realizar a obra dele em sua vida. Te garanto que uma vez com Cristo, para sempre com Cristo. Ele te salvou na cruz uma vez e está de braços abertos para te salvar/receber novamente. Dê uma chance a Ele hoje, pois Ele é incrível e não decepciona nunca. Só confie nele hoje e veja como tudo fica melhor!

Nunca se esqueçam disso. ❤

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Sobre aproveitar o momento!

Olá :3

Eu ando sumida, quer dizer, olhando um pouco o blog acho que nunca fui muito frequente, sinto que perdi a mania de escrever como um diário e não sei como eu agiria se algum conhecido meu, por acaso, descobrisse um diário pessoal mesmo exposto tão exposto assim na rede. Mas é aqui que começamos as reflexões de hoje: pensamos demais sobre o que os outros vão pensar da gente e esquecemos completamente de que o que mais importa é o que nós mesmos achamos. Deixar de fazer algo que gosta por medo do que os outros vão pensar é papo furado, então bem, vou tentar voltar a escrever mais frequentemente.

Essa semana que se inicia hoje é a minha última semana de férias da faculdade. Semana que vem começo já o Quinto período do curso de Pedagogia e a ficha de que estou no penúltimo ano da faculdade ainda não está caindo (4 períodos para se formar). A pressão sobre o que fazer depois está cada vez maior; seguir área escolar/sala de aula ou mestrado/doutorado? Fora as possíveis áreas de atuação do pedagogo fora do âmbito escolar (pedagogia social, hospitalar etc. etc.). Dentre todos esses dilemas que empurro para um futuro não muito distante, eu queria dizer que estou mega feliz com as minhas férias esse ano.

Sério, eu acho que nunca aproveitei tanto uma férias como essas de agora e olha que eu já tenho 20 anos de idade. Eu não viajei para lugar nenhum, é um fato, mas fiz mais de dez desenhos! Além disso, pude curtir um tempo com a minha mãe, me entreguei para o seriado do momento (La Casa de Papel), assisti uns 6 animes diferentes e finalmente parei de enrolar e comecei a assistir Friends e Sherlock! Pintei meu cabelo de vermelho mais uma vez, comecei a estudar para o meu TCC (coisa que só era necessário daqui seis meses), vi um grande amigo defender uma dissertação de mestrado e se tornar mestre em educação, paguei mil e uma contas, comi muito sushi e lanches, emagreci (por incrível por pareça), enchi a cara, chorei muito, criei um quadro de metas, abri o pulso, fiquei gripada, pintei um quadro e me permitir me apaixonar (apesar de não ser correspondida como eu queria, mas isso é só uma consequência para amanhã)… E bem, ainda me falta uma semana!

Eu fiquei muito feliz por ter feito tantas coisas, geralmente eu passava minhas férias apenas dormindo com a  desculpa de que precisava recuperar o sono perdido e deixava de aproveitar a vida. Então fica aqui mais uma reflexão para vocês: não deixem de aproveitar a vida de vocês, cada momento por mais simples que pareça é muito especial e importante para você. Aproveite sempre esses pequenos momentos e viva uma vida sem arrependimentos sempre que possível!

Era isso que eu tinha para falar hoje >.<

Vou organizar todos os desenhos que fiz nas férias e postar aqui depois antes que eu perca esses arquivos… Acho que é só.

Bom domingo para vocês!

Lis (/-.\  )

Isso não é uma retrospectiva, mas algo assim (:

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Oi, boa noite! Tudo bem com você? Eu sei, você espera que esse seja mais um texto sobre tudo o que aconteceu comigo esse ano, não é? Eu te garanto que até pensei sobre isso, mas já farei algo parecido no Tulipa, então vamos variar um pouquinho! Hahaha

Não sei definir as coisas em palavras, fico na dúvida sempre, mas se fosse para decidir de fato eu acho que 2016 para mim foi sinônimo de Mudanças. Sério, o que eu sei da vida para dizer sobre mudanças? Nunca passei dificuldades reais na vida se formos equiparar com tantas outras pessoas nesse mundão, mas é verdade também que ainda sou uma pessoa com muitos sentimentos guardados no peito. Bem angustiante tudo isso, porém a vida tem dessas…

Mudar nunca foi meu forte, apesar de eu viver de mudanças físicas (principalmente meu cabelinho, esse já sofreu muito nas minhas mãos). Odeio ter que mudar o que já tá pronto, já está feito e isso tudo porque tenho medo do que me espera. Sabe, passa-se mil e um questionamentos sobre o que pode vir acontecer no futuro e isso me assusta. Entretanto, como já disse aí para cima, foi um ano de muitas mudanças. Tive que aprender a lidar com o ritmo de uma dança nova e até pegar os passos… Ai ai como eu caí! Lidei com duas perdas recentes, meu avô e meu melhor amigo, foi muito difícil não ter mais com aquele ombro amigo para contar todos os dias. Foi muito mais difícil lidar que eu não havia passado para Letras e sim para Pedagogia. Foi ruim demais lidar com dois foras seguidos e perder meu antigo notebook. A dor mais recente foi ter caído no banheiro, estou toda debilitada 😦

Contudo, tudo nessa vida passa e uma dádiva do ser humano é que você passa a se adaptar com tudo depois. Não foi diferente comigo e logo já estava dominando essa dança. Não ter mais meu melhor amigo aqui me proporcionou a conhecer novas pessoas (Roberta ❤ Milena ❤ e mais uma galera da faculdade) e dar mais valor nas que estão o tempo todo ao meu lado (The Mesa sempre ressurgindo das cinzas). Meu avô pode não estar aqui comigo, mas sempre o terei em meu coração para me recordar e acolher em seu colo, além disso acabei descobrindo que Pedagogia é muito legal e passei a realmente querer ser uma professora dedicada aos meus tototinhos – fora que a vida nunca é tarde demais para ir atrás de outros cursos. Foras… Quem liga para foras? Entre estar com um cara que apenas me queria usar para uma vida solteira e de puro amor próprio, é muito melhor se amar hehehe! Meu note se aposento, mas olha só como a vida é recompensadora e ganhei um novo bem melhor e atualizado que o outro e de quebra um novo celular também (agora posso me divertir com o Snow :3). Sobre cair no banheiro: não tem nada de bom nisso, desculpa.

A entrada no kpop e também as inúmeras conquistas que venho ganho a cada dia só me faz pensar o quão devemos valorizar mais as mudanças e viver o momento. Nada acontece por acaso, o retorno pode te surpreender e essa felicidade momentânea é tão gostosa de sentir. É como se você estivesse comendo seu doce preferido e ele nunca acabasse. Sempre fui a emo incompreendida da turma, mas esse ano me permiti a usar um vestido e deixar a franja de lado. Tentar algo mais indie, mais kpop e mais cor e sabor. Foi legal dizer que nem tudo é um mar de tristeza e, apesar de sempre dar um pouco errado no começo, sou uma pessoa bem feliz e agradecida a tudo, mas em principal ao natal mais legal da minha vida. Tive que reler meu livro predileto para entender o real motivo da aprendizagem, obrigada Clarice! (Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres). Obrigada meu primo Mateus, você talvez nunca saiba sobre isso, porém você me deu o melhor presente de natal que era justamente renascer em minha família o espirito natalino! ❤

Não queria fazer uma retrospectiva, mas no fim acabou sendo. Desculpe-me. O que eu quis dizer com isso tudo é que não devemos temer as mudanças, as vezes a tempestade precisa acontecer para que se possa observar um belo arco-íris depois… Para 2017 eu não espero nada além de saúde e prosperidade, que seja um ano muito abençoado de coisas boas. Que possamos todos lidar com as mudanças e sempre nos reerguermos de todas as dificuldades que a vida nos impões de vez em sempre.

Obrigada por ler, meu caro leitor. Nos vemos muito em breve, eu espero! 😀