Um texto de despedida (via Facebook)

2on2-7

Um fato sobre mim é que eu nunca sei lidar com despedidas. Isso aconteceu muitas vezes quando eu era criança e é um ciclo da vida que vai se repetir sempre e sempre, seja com um familiar ou com qualquer outro ser vivo da face da terra. Como dizem por aí, a única certeza que se pode ter da vida é a morte, pois bem.
A treze anos e um mês eu tinha o melhor amigo do ser humano ao meu lado. Tito era um pequinês cor de caramelo tão dócil quanto arteiro. Um cãopanheiro leal tanto nas horas da bagunça quanto nas horas de alegrias. Por mais que a situação estivesse difícil, eu sabia que ele me alegraria não importa o que fosse. Era engraçado vê-lo com ciumes dos meus amigos, mais ainda vê-lo brincar comigo logo em seguida, como se dissesse “você me trocou por eles, mas eu te perdoo”! Era o quarto morador aqui de casa, mas que ontem a noite descansou e foi morar agora lá com papai do céu no céu dos cachorrinhos (não me venha dizer que isso “não existe”, todo ser vivo é um ser vivo e merece respeito e carinho, é uma crença em que eu acredito fielmente).
A dor é difícil e não vai passar tão cedo, assim como não passou quando meus avôs foram embora e todas as perdas que já enfrentei ao longo da vida. É conviver com a saudade e com as boas lembranças, afinal aqueles que amamos nunca nos deixam de verdade, sempre vão estar em nossos corações.
Me desculpem o texto pessoal, particularmente não curto escrever coisas pessoais por aqui. Contudo, precisava de um lugar para escrever o que o coração não aguentava esconder. Continuo sendo uma pessoa que não sabe lidar com perdas, entretanto preciso e devo sempre continuar seguindo em frente…